Fonte: Observatório da Imprensa
Programa exibido pela TVE, canal 2, dia 25/05/2011.
Debate sobre o livro didático que permite erro de português, entre Deonísio da Silva, Sérgio Nogueira e Marcos Bagno.
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sexta-feira, 27 de maio de 2011
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Cristovam Buarque critica livros didáticos que admitem ensino com erros de gramática
Fonte: Estadão
Em discurso nesta segunda-feira, 16, no Plenário, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) criticou livros didáticos autorizados pelo Ministério da Educação (MEC) que admitem o ensino da língua portuguesa com erros de gramática. Assim, de acordo com o senador, o Brasil vai criar duas línguas: o Português dos condomínios e dos shoppings e o Português das ruas e dos campos.
"Permitir a criação de dois idiomas é quebrar o que há de mais substancial na unidade de um povo", afirmou.
O senador criticou o argumento de que é preciso quebrar o preconceito contra aqueles que não falam bem a língua oficial e afirmou que o ideal é ensinar a todos o português correto. Para Cristovam Buarque, o povo e a elite precisam aprender a língua oficial e sem erros. O senador lembrou que nos concursos públicos e vestibulares não são aceitos os erros de gramática.
"Não se trata de sotaque, nem de vocabulário, mas de gramática. Permitir duas línguas é fortalecer o apartheid brasileiro."
Leia na íntegra o discurso de Cristovam Buarque: Clique aqui
Leia na íntegra o discurso de Cristovam Buarque: Clique aqui
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Em busca de um inventário linguístico
Governo quer identificar, mapear e caracterizar todas as 210 línguas faladas no Brasil
O Diário Oficial desta sexta-feira (10) publicou o Decreto 7387, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que institui o Inventário Nacional da Diversidade Linguística (INDL), um meio de identificação, documentação, reconhecimento e valorização das línguas formadores da sociedade brasileira. Seu objetivo é mapear, caracterizar, diagnosticar e dar visibilidade às diferentes situações relacionadas à pluralidade linguística brasileira, de modo a permitir que as línguas sejam objeto de políticas patrimoniais que colaborem para sua continuidade e valorização.
No Brasil de hoje são faladas cerca de 210 línguas. Segundo estimativas existentes, os grupos indígenas falam cerca de 180 línguas e as comunidades de descendentes de imigrantes, outras 30. Além disso, usam-se, pelo menos, duas línguas de sinais de comunidades surdas, línguas crioulas e práticas linguísticas diferenciadas nas comunidades remanescentes de quilombos, muitas já reconhecidas pelo Estado, e em outras comunidades afrobrasileiras. Há também uma ampla riqueza de usos, práticas e variedades no âmbito da própria língua portuguesa falada no Brasil.
Esta nova política de reconhecimento e salvaguarda das línguas faladas no Brasil é resultado das atividades desenvolvidas pelo Grupo de Trabalho da Diversidade Linguística (GTDL), constituído em 2006. Fazem parte dele os representantes dos ministérios envolvidos e da sociedade civil, que formaram o Instituto de Desenvolvimento em Política Linguística (Ipol), da comunidade acadêmica, representada pela Universidade de Brasília (UnB) e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).
A gestão desse instrumento será liderada pelo Ministério da Cultura (MinC), por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), e compartilhada pelos ministérios da Educação, Justiça, Ciência e Tecnologia e Planejamento, Orçamento e Gestão.
Metodologia
Para sua efetiva implantação, foram realizados projetos-piloto com línguas de categorias ou situações sociolinguísticas diferentes, com o objetivo de permitir uma melhor previsão de custos, prazos e metodologias adequadas. Esses projetos, que estão em fase de conclusão, foram selecionados por meio de editais do Conselho Federal Gestor do Fundo de Defesa de Direitos Difusos (CFDD), no âmbito do Ministério da Justiça, e do Programa Nacional do Patrimônio Imaterial (PNPI), no âmbito do MinC/Iphan.
As línguas inventariadas receberão o título de “Referência Cultural Brasileira”, a ser expedido pelo Ministro da Cultura, e, com isso, farão jus a ações de valorização e promoção por parte do poder público.
Além da institucionalização do INDL, outra grande conquista foi alcançada, com a inclusão do quesito “língua falada” no Censo Demográfico 2010. Este quesito, que abarca apenas as pessoas que se declaram indígenas representa um progresso significativo. Em conjunto, esses instrumentos são resultado dos esforços de implementação de uma política bem fundamentada e articulada com todos os Ministérios e setores da sociedade que compõem o GTDL.
Projetos-piloto
1. Levantamento Sócio-linguístico e Documentação da Língua e das Tradições Culturais das Comunidades Indígenas Nahukwa e Matipu do Alto-Xingu.
2. Inventário da Língua Guarani-Mbyá.
3. Inventário da Língua Ayuru.
4. A Língua Asuriní do Tocantins: projeto-piloto para a metodologia geral do INDL.
5. A Libras no Nordeste: um levantamento linguístico das variantes usadas nas comunidades de surdos de João Pessoa-PB e Recife-PE.
6. Para um Inventário da Língua Juruna.
7. Inventário da Diversidade Cultural da Imigração Italiana: o talian e a culinária.
8. Levantamento Etnolinguístico de Comunidades Afro-brasileiras: Minas Gerais e Pará.
No Brasil de hoje são faladas cerca de 210 línguas. Segundo estimativas existentes, os grupos indígenas falam cerca de 180 línguas e as comunidades de descendentes de imigrantes, outras 30. Além disso, usam-se, pelo menos, duas línguas de sinais de comunidades surdas, línguas crioulas e práticas linguísticas diferenciadas nas comunidades remanescentes de quilombos, muitas já reconhecidas pelo Estado, e em outras comunidades afrobrasileiras. Há também uma ampla riqueza de usos, práticas e variedades no âmbito da própria língua portuguesa falada no Brasil.
Esta nova política de reconhecimento e salvaguarda das línguas faladas no Brasil é resultado das atividades desenvolvidas pelo Grupo de Trabalho da Diversidade Linguística (GTDL), constituído em 2006. Fazem parte dele os representantes dos ministérios envolvidos e da sociedade civil, que formaram o Instituto de Desenvolvimento em Política Linguística (Ipol), da comunidade acadêmica, representada pela Universidade de Brasília (UnB) e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).
A gestão desse instrumento será liderada pelo Ministério da Cultura (MinC), por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), e compartilhada pelos ministérios da Educação, Justiça, Ciência e Tecnologia e Planejamento, Orçamento e Gestão.
Metodologia
Para sua efetiva implantação, foram realizados projetos-piloto com línguas de categorias ou situações sociolinguísticas diferentes, com o objetivo de permitir uma melhor previsão de custos, prazos e metodologias adequadas. Esses projetos, que estão em fase de conclusão, foram selecionados por meio de editais do Conselho Federal Gestor do Fundo de Defesa de Direitos Difusos (CFDD), no âmbito do Ministério da Justiça, e do Programa Nacional do Patrimônio Imaterial (PNPI), no âmbito do MinC/Iphan.
As línguas inventariadas receberão o título de “Referência Cultural Brasileira”, a ser expedido pelo Ministro da Cultura, e, com isso, farão jus a ações de valorização e promoção por parte do poder público.
Além da institucionalização do INDL, outra grande conquista foi alcançada, com a inclusão do quesito “língua falada” no Censo Demográfico 2010. Este quesito, que abarca apenas as pessoas que se declaram indígenas representa um progresso significativo. Em conjunto, esses instrumentos são resultado dos esforços de implementação de uma política bem fundamentada e articulada com todos os Ministérios e setores da sociedade que compõem o GTDL.
Projetos-piloto
1. Levantamento Sócio-linguístico e Documentação da Língua e das Tradições Culturais das Comunidades Indígenas Nahukwa e Matipu do Alto-Xingu.
2. Inventário da Língua Guarani-Mbyá.
3. Inventário da Língua Ayuru.
4. A Língua Asuriní do Tocantins: projeto-piloto para a metodologia geral do INDL.
5. A Libras no Nordeste: um levantamento linguístico das variantes usadas nas comunidades de surdos de João Pessoa-PB e Recife-PE.
6. Para um Inventário da Língua Juruna.
7. Inventário da Diversidade Cultural da Imigração Italiana: o talian e a culinária.
8. Levantamento Etnolinguístico de Comunidades Afro-brasileiras: Minas Gerais e Pará.
Fonte de informação: PublishNews
Indicação de leitura:
PRECONCEITO LINGUISTICO
O Que E, Como Se Faz
Autor: BAGNO, MARCOS
Editora: LOYOLA
Assunto: LINGUÍSTICA
Editora: LOYOLA
Assunto: LINGUÍSTICA
Brochura
51ª Edição – 2009
51ª Edição – 2009
186 páginas
Marcos Bagno, através do seu discurso, expressa uma defesa à inclusão social através da valorização, respeito e reconhecimento da diversidade linguística na cultural brasileira. Este é um manual para todos que desejam entender às discussões e estudos proposto pela sociolingüística. Através de uma linguagem simples, exemplos práticos e reais, você irá entender como se caracteriza o “preconceito linguístico, o que é e como se faz”. (Anna Lídia Leal)
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Coerência e Coesão - Sentido e Estrutura
Sejamos práticos. Todos que lidam com textos, seja criando, revisando, lendo etc., já se depararam com estas duas palavrinhas: coerência e coesão. A gente entende que elas têm que ver com a inteligibilidade do texto (falado ou escrito), mas entender mesmo o que cada uma é e, principalmente, a diferença entre uma e outra já é outro caso. Digo baseada em minha própria história. Em meus tempos de escola sempre ouvia falar em coerência e coesão, por sinal, termos usados sempre juntos. E isso se tornou ainda mais relevante na preparação para o vestibular, quando a produção textual se tornou imprescindível em minha vida estudantil. Mas nunca entendia realmente o que significavam. Só sabia que meu texto, no final das contas, devia ser objetivo, fácil de entender, com uma sequencia lógica. Na verdade, cá entre nós, não é preciso entender toda a sistemática da língua, e me refiro especialmente à gramática e suas trocentas regrinhas, pra se saber manusear bem a língua. É como a velha analogia com a bicicleta. Ninguém precisa saber como se chama cada peça da bicicleta e como elas se conectam e funcionam pra se saber andar de bicicleta. Só é preciso andar e praticar. Mas, talvez como eu, muitos ainda tenham vontade de entender melhor essas noções. Então, vamos tentar ajudar um pouco.
A língua possui duas faces básicas: estrutura e sentido. Essas faces estão interligadas como numa moeda. Para que a moeda seja moeda, é preciso que essas duas faces existam. O mesmo ocorre na língua, ou, falando de maneira mais direta, no texto.
A estrutura diz respeito ao esqueleto da língua. Seus "ossos" e ligações. É algo mais interno. Já o sentido está relacionado ao nosso conhecimento de mundo, sendo portanto mais externo. Bem, a coesão é a estrutura; a coerência, o sentido. Continui lendo... (por Danivia Mattozo)
Dica de leitura:
LUTAR COM PALAVRAS, Irandé Antunes
A intenção deste livro é fixar algumas noções básicas acerca da propriedade textual da coesão e de sua relação com a coerência, com o objetivo de desenvolver nossa competência para falar, ouvir, ler e escrever textos, com mais relevância, consistência e adequação. Isso contribuirá para que todo leitor compreenda o que fazer para deixar o seu texto articulado, encadeado, coeso e coerente.
Boa Leitura!
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