O escritor Ariano Suassuna estará em Salvador para um bate-papo no dia 8 de junho, às 19h30, no Salão Nobre da Reitoria da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Autor de “O Auto da Compadecida”, “Romance da Pedra do Reino”, "Santo e a Porca", dentre outros, o dramaturgo, romancista e poeta brasileiro se apresenta pelo projeto Diálogos Universitários. O evento é gratuito, mas tem vagas limitadas. As inscrições devem ser realizadas no site Diálogos Universitários (www.dialogosuniversitarios.com.br).
Mostrando postagens com marcador Link Literário. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Link Literário. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 20 de maio de 2011
ARIANO SUASSUANA EM SALVADOR
O escritor Ariano Suassuna estará em Salvador para um bate-papo no dia 8 de junho, às 19h30, no Salão Nobre da Reitoria da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Autor de “O Auto da Compadecida”, “Romance da Pedra do Reino”, "Santo e a Porca", dentre outros, o dramaturgo, romancista e poeta brasileiro se apresenta pelo projeto Diálogos Universitários. O evento é gratuito, mas tem vagas limitadas. As inscrições devem ser realizadas no site Diálogos Universitários (www.dialogosuniversitarios.com.br).sexta-feira, 25 de março de 2011
A IMPORTÂNCIA DA LEITURA
Fonte: Estadão
Imagine uma sala com prateleiras e estantes repletas de livros de todos os tipos: romances, poesias, crônicas, contos, ensaios, dicionários e enciclopédias. No centro, uma mesa de estudos, onde um aluno faz sua lição de casa. Nos lares brasileiros, essa cena ainda é rara: somos o país onde as crianças têm menos livros em casa. É o que mostra um levantamento inédito do Movimento Todos Pela Educação, com base no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) de 2010, que analisou 65 países. Cerca de 39% dos estudantes brasileiros declararam possuir, no máximo, dez obras literárias.
A pesquisa mostra ainda que jovens que convivem com livros em casa apresentaram um desempenho melhor nas provas do programa.
A BOLA E O LIVRO
Por Galeno Amorim
O sonho de Edward era ser jogador de futebol. Começaria, por certo, no seu glorioso Mirassol Futebol Clube e, depois, quem sabe, poderia jogar num time grande. Ou mesmo virar ídolo do escrete nacional... Sonho, enfim, era o que não faltava.
E por falta de treino é que não lhe escaparia a chance. Todo santo dia ele e um bando de garotos sem eira nem beira praticavam com fervor quase religioso, rumo à glória praticamente certa.
Naquela metade de século 20, este era o sonho dele e de milhões de Edwards pelo ainda não País do futebol.
E, de certa forma, não deixa de ser verdade que foi graças ao futebol - ou, melhor, a uma partida de futebol - que a vida começou a dar uma guinada pra ele. Tudo começou naquele dia em que Edward, menino de não mais do que oito anos, participava de uma disputadíssima pelada no pátio da escola.
Até que em determinada altura da peleja um perna de pau qualquer dá um tremendo chutão. A bola vai parar lá longe. Escalado pra resgatar a preciosa, que se enfiara por uma maldita janela aberta, lá foi o jogador agora travestido de gandula.
E o que viu, do outro lado, chamou a atenção de Edward. E tanto que ele jamais voltou para terminar a partida.
Nunca aquele menino havia visto tanto livro junto. Aquilo, ele que não era bobo nem nada logo percebeu, era uma biblioteca. E, justo naquela hora, chegava à escola uma penca de livros novinhos em folha.
Edward pegou um deles por acaso - o título da obra era "A Banana que Comeu o Macaco", disso jamais ele se esqueceria pelo resto de sua vida. Em um ano, Edward leria nada menos do que 250 livros.
Aos poucos, também já escrevia melhor. Um dia, o professor mandou, sem que ele soubesse, um texto de sua autoria para participar de um concurso. E não é que o rapazote faturou o primeiro lugar?!
Edward passou a gostar cada vez mais dessa história de leitura. Abiscoitou um outro prêmio aqui, outro lá, e até passou a ganhar algum dinheiro com isso.
Um dia foi prestar concurso para o Banco do Brasil, disputado quase a tapa por jovens interessados numa carreira estável e respeitada. Só que, na hora da prova, ele tirou foi um belo dum zero em Contabilidade. Graças aos livros que se habituara a ler, conseguiu livrar a cara, com nota dez em todas as outras matérias.
De novo os livros mudariam o rumo de sua vida: um dia Edward corrigiu, sem qualquer pretensão, a professora do Cursinho. Sua argumentação era tão consistente que a escola não teve dúvidas: demitiu a professora e contratou o aluno no lugar dela.
Para dar conta das aulas de Latim na faculdade, o moço foi buscar ajuda em um sebo paulistano. Como o dinheiro era curto, fez vários resumos. Quando se deu conta, já tinha escrito seu próprio livro - o primeiro de uma longa série ainda por vir.
Edward e os livros pareciam mesmo fadados uns ao outro. E decidiu ir de vez atrás deles e abraçar a carreira de linguista. Acabou ficando famoso. Hoje em dia, não há faculdade de Letras no País que não estude ou não tenha como referência pelo menos uma obra de Semiótica e Linguística do professor Edward Lopes.
- A arte é eterna, mas a Ciência, não... - ele ensina.
A seleção brasileira de futebol pode ter perdido um talento incerto. Mas o País acabaria por ganhar um tarimbado craque das letras.
O sonho de Edward era ser jogador de futebol. Começaria, por certo, no seu glorioso Mirassol Futebol Clube e, depois, quem sabe, poderia jogar num time grande. Ou mesmo virar ídolo do escrete nacional... Sonho, enfim, era o que não faltava.
E por falta de treino é que não lhe escaparia a chance. Todo santo dia ele e um bando de garotos sem eira nem beira praticavam com fervor quase religioso, rumo à glória praticamente certa.
Naquela metade de século 20, este era o sonho dele e de milhões de Edwards pelo ainda não País do futebol.
E, de certa forma, não deixa de ser verdade que foi graças ao futebol - ou, melhor, a uma partida de futebol - que a vida começou a dar uma guinada pra ele. Tudo começou naquele dia em que Edward, menino de não mais do que oito anos, participava de uma disputadíssima pelada no pátio da escola.
Até que em determinada altura da peleja um perna de pau qualquer dá um tremendo chutão. A bola vai parar lá longe. Escalado pra resgatar a preciosa, que se enfiara por uma maldita janela aberta, lá foi o jogador agora travestido de gandula.
E o que viu, do outro lado, chamou a atenção de Edward. E tanto que ele jamais voltou para terminar a partida.
Nunca aquele menino havia visto tanto livro junto. Aquilo, ele que não era bobo nem nada logo percebeu, era uma biblioteca. E, justo naquela hora, chegava à escola uma penca de livros novinhos em folha.
Edward pegou um deles por acaso - o título da obra era "A Banana que Comeu o Macaco", disso jamais ele se esqueceria pelo resto de sua vida. Em um ano, Edward leria nada menos do que 250 livros.
Aos poucos, também já escrevia melhor. Um dia, o professor mandou, sem que ele soubesse, um texto de sua autoria para participar de um concurso. E não é que o rapazote faturou o primeiro lugar?!
Edward passou a gostar cada vez mais dessa história de leitura. Abiscoitou um outro prêmio aqui, outro lá, e até passou a ganhar algum dinheiro com isso.
Um dia foi prestar concurso para o Banco do Brasil, disputado quase a tapa por jovens interessados numa carreira estável e respeitada. Só que, na hora da prova, ele tirou foi um belo dum zero em Contabilidade. Graças aos livros que se habituara a ler, conseguiu livrar a cara, com nota dez em todas as outras matérias.
De novo os livros mudariam o rumo de sua vida: um dia Edward corrigiu, sem qualquer pretensão, a professora do Cursinho. Sua argumentação era tão consistente que a escola não teve dúvidas: demitiu a professora e contratou o aluno no lugar dela.
Para dar conta das aulas de Latim na faculdade, o moço foi buscar ajuda em um sebo paulistano. Como o dinheiro era curto, fez vários resumos. Quando se deu conta, já tinha escrito seu próprio livro - o primeiro de uma longa série ainda por vir.
Edward e os livros pareciam mesmo fadados uns ao outro. E decidiu ir de vez atrás deles e abraçar a carreira de linguista. Acabou ficando famoso. Hoje em dia, não há faculdade de Letras no País que não estude ou não tenha como referência pelo menos uma obra de Semiótica e Linguística do professor Edward Lopes.
- A arte é eterna, mas a Ciência, não... - ele ensina.
A seleção brasileira de futebol pode ter perdido um talento incerto. Mas o País acabaria por ganhar um tarimbado craque das letras.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
O Pequeno Principe
Fontanar vai lançar continuação de Alejandro Guillermo Roemmers para “O pequeno príncipe”
Mais um clássico da literatura terá sua continuação escrita por um diferente autor. O Fontanar, selo da Editora Objetiva, acaba de comprar os direitos da edição ilustrada de O retorno do jovem príncipe, do argentino Alejandro Guillermo Roemmers. Inspirado no clássico de Saint-Exupéry, o livro é uma fábula sobre a volta do Pequeno Príncipe, já adolescente, para a Terra. A obra foi escrita com o aval da Fundação Antoine de Saint-Exupéry. Além do Brasil, Itália, Portugal e Alemanha também compraram os direitos da obra.
Fonte: PublishNews
========================================
Nota: A leitura do Pequeno Príncipe é indicada para todas as idades. O livro que narra a história do Príncipe e suas peripércias, traz uma nova luz sobre a fidelidade de uma amizade. Nos desperta quanto a nossa responsabilidade de cuidarmos daqueles que em algum momento conquistamos com nosso sorriso, nosso carinho.
Um encontro poético com o nosso inconsciente. Com as lembranças e a infância que existe dentro de toda "gente grande". A subjetividade é evidenciada e nos leva a cada momento à reflexão. A inocência de uma criança, pode levar à reflexão os mais crueis dos adultos. A imaginação aguçada do Pequeno Príncipe, pode nos revelar em um desenho de chapeu, uma jiboia que engoliu um elefante; "as pessoas grandes não compreendem nada sozinhas".
Foi a sua inquietação em viver no seu mundinho solitário em companhia de uma flor numa redoma de vidro e três vulcões, que trouxe o Pequeno Príncipe a Terra e que levou a conhecer a rapousa, por quem desenvolveu uma grande amizade.
"Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, pois cada pessoa é única e nenhuma substitui outra. Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, mas não vai só nem nos deixa sós. Leva um pouco de nós mesmos, deixa um pouco de si mesmo. Há os que levam muito, mas há os que não levam nada. Essa é a maior responsabilidade de nossa vida, e a prova de que duas almas não se encontram ao acaso."
Na verdade, a ficção do Pequeno Príncipe viajando mundos, conhecendo outros espaços, bem parece com a realidade da vida do próprio autor, o francês Antoine de Saint-Exupery. Ele foi piloto da Segunda Guerra Mundial. Por muitos anos sobrevoou lugares que, na época, não se imaginava chegar com os recursos limitados do século XIX. Morreu aos 44 anos em 1944 numa missão, seu corpo nunca foi encontrado. Somente os destroços, foram achados em 2004.
"Você não sente que está morrendo. Simplesmente sente que está caindo no sono e começando a sonhar."
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Emily Bronte vence Shakespeare em disputa de fala mais romântica
![]() |
| Edições Bestbolso, R$ 19,90 |
Os britânicos escolheram uma frase do romance "O Morro dos Ventos Uivantes", de Emily Bronte, como sendo a mais romântica da literatura inglesa.
Uma pesquisa conduzida com 2.000 adultos, encomendada pela Warner Home Video para acompanhar o lançamento em DVD da comédia romântica "Com o Pé na Estrada", mostrou que 20 por cento dos entrevistados escolheram a frase "seja do que for que nossas almas são feitas, a dele e a minha são iguais".
A declaração feita pela personagem Catherine Earnshaw sobre o amor que sentia por Heathcliff ficou à frente na pesquisa de uma frase de Winnie Puff, o ursinho criado pelo escritor inglês A.A. Milne: "Se você viver até os 100 anos, espero viver até ter 100 anos menos um dia, para que eu nunca precise viver sem você".
O dramaturgo mais famoso da Inglaterra, William Shakespeare, foi o terceiro colocado, com um verso de sua peça "Romeu e Julieta": "Mas, espere! Que luz é essa que surge por aquela janela? É o leste, e Julieta é o sol".
Fonte: LONDRES (Reuters Life!)
==============================
Nota: O romanceu deu origem ao filme homônimo. Muito lindo, romântico e faz qual quer um se emocionar.
"No final do século XVIII, em uma área rural da Inglaterra, surge com o tempo uma violenta paixão entre Catherine Earnshaw (Juliette Binoche) e o cigano Heathcliff (Ralph Fiennes), seu irmão adotivo. Criados juntos, eles são separados pela morte do pai de Catherine e a crueldade de como Hindley Earnshaw (Jeremy Northam), seu irmão, trata Heathcliff. Quando Heathcliff fica sabendo que ela vai casar com Edgar Linton (Simon Sheperd), um homem rico e gentil, Heathcliff foge para fazer fortuna, ignorando o fato de que Catherine o ama, e não o futuro marido. Dois anos depois, Heathchliff retorna para vingar-se de Hindley e Edgar e do abandono que Catherine lhe infligiu".
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
O Leão de Nárnia é cristão?
Em entrevista ao Hollywood Reporter, Mark Johnson, produtor do filme A Viagem do Peregrino da Alvorada, disse que não sabe “se esses livros [As Crônicas de Nárnia] são cristãos”.
Mark Moring, no site Christianity Today, questiona esse desconhecimento. Leia a tradução da matéria de Moring a seguir:
Provavelmente, em nome do politicamente correto - e tentando evitar que o filme seja rotulado como um "filme cristão" - um dos principais produtores diz que não sabe se As Crônicas de Nárnia, de C. S. Lewis, são livros cristãos. Isso é espantoso.
A frase completa de Johnson inclui uma referência à cena em que Aslan claramente morre e ressuscita como Cristo no primeiro livro e filme, O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa: “Ressurreição existe em tantas religiões diferentes, de uma forma ou outra, de modo é quase exclusivamente cristã. Não queremos favorecer um grupo em relação a outro ... se esses livros são cristãos, eu não sei”.
Ainda mais espantoso é que as palavras de Johnson vêm apenas alguns dias após Liam Neeson, o ator que dá voz a Aslan, negar que seu personagem, isoladamente, representa Cristo. Neeson disse que Aslan "para mim, também simboliza Maomé, Buda e todos os grandes líderes espirituais e profetas ao longo dos séculos".
Os fãs ao redor do mundo manifestaram sua consternação com o comentário desde então. Um deles perguntou: “Como é que as pessoas encarregadas de fazer um filme realmente não sabem sobre o que o filme é?”
Enquanto isso, o NarniaFaith.com tem divulgado o filme para igrejas e líderes cristãos, em um esforço conjunto entre a Fox, Walden Media e Grace Hill Media. Na seção sobre ilustrações de sermões, o evangelista Luis Palau disse que O Peregrino da Alvorada é "uma história poderosa" sobre "a descoberta de riscos, surpresas e revelações da vida com Jesus Cristo." Palau se referiu a Aslan como “a representação de Cristo por Lewis”.
Outro pastor, Ken Foreman, refere-se à história e ao filme como “uma analogia maravilhosa sobre o nosso crescimento espiritual como cristãos” e que o nome Aslan “em nosso mundo é Jesus”.
O próprio C.S. Lewis escreveu: “Toda a história de Nárnia é sobre Cristo”. Lewis retratou Jesus como um leão em parte porque ele é chamado de “O Leão de Judá” na Bíblia.
Assim, por um lado, aqueles por trás do filme não demonstraram embaraço em associar seu produto com Jesus e o cristianismo, como evidencia o site NarniaFaith. Por outro lado, os recentes comentários de Neeson e Johnson passam uma impressão bem diferente.
Eu não estou dizendo que Neeson e Johnson são obrigados a gritar de cima dos telhados que Nárnia é uma alegoria cristã. Contudo, dizer coisas que essencialmente negam esse fato parece ser uma estratégia tola, pois ofende os cristãos que amam esses livros há décadas e confunde todo mundo.
Fonte em português:Nota na Pauta
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Exposição Homenagea Cora Coralina
Exposição (no Rio de Janeiro) em homenagem aos 25 anos do falecimento de Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, poetisa e contista, mulher simples, doceira de profissão, que produziu uma obra rica em motivos do cotidiano do interior brasileiro, em particular dos becos e ruas históricas de Goiás, estado onde nasceu, localizado no coração do Brasil. Começou a escrever aos 14 anos, mas só teve seu primeiro livro publicado aos 76. Curadoria: Júlia Peregrino. Cenografia: Daniela Thomas. Data: De 11 de janeiro a 13 de março Horário: Terça a domingo, das 9h às 21h Local: Salas B, C e D – 2º andar | Rua Primeiro de Março, 66 - Centro Recepção/Informações: Terça a domingo, das 9h às 21h | Telefone: (21) 3808-2020 Classificação: Livre Entrada Franca |
==========================
"Não sei se a vida é curta ou longa para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silencio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar. Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina".
Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silencio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar. Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina".
Cora Coralina
sábado, 1 de janeiro de 2011
A saga de um brasileiro
Medo e esperança na mão - sertão
Vida nova longe do meu mundo - seguro
Acreditar no que virá - sonhar
Para a cidade grande trabalhar - arriscar
Ganhar a vida e entrar para a história - glória
Partida dura, mas necessária - solitária.
Lembranças da infância querida - sofrida
O vento as leva sem piedade - saudade
Viro as costas para o passado - amado
O presente é o futuro - escuro
Se cair é preciso levantar - tentar
Perseguir a vida e viver - sobreviver
Num mundo onde o medo existe - persiste
A paz está escondida - perdida
E a vida é apenas um momento - tormento
Mas estou certo de que tudo dará certo - espero
Com a força mais forte - sorte
Com a cabeça erguida - destemida
Com toda minha manha e esperteza - firmeza
E o trunfo que guardo para os dias de incerteza - fraqueza
Meu verdadeiro eu que não morreu - adormeceu
Minha terra, verdade e razão - sertão.
Por Beatriz Badim de Campos
Fonte: Brasil Diversificado
Feliz Ano Novo!
Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ANO, foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para adiante vai ser diferente.
Para você, desejo o sonho realizado.
O amor esperado.
A esperança renovada.
Para você, desejo todas as cores desta vida.
Todas as alegrias que puder sorrir.
Todas as músicas que puder emocionar.
Para você, neste Novo Ano, desejo que os amigos sejam cúmplices.
Que sua família esteja mais unida.
Que sua vida seja mais bem vivida.
Gostaria de lhe desejar tantas coisas!
Mas nada seria suficiente para repassar o que realmente desejo a você.
Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos.
Desejos grandes e que eles possam lhe mover a cada minuto, rumo à felicidade.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para adiante vai ser diferente.
Para você, desejo o sonho realizado.
O amor esperado.
A esperança renovada.
Para você, desejo todas as cores desta vida.
Todas as alegrias que puder sorrir.
Todas as músicas que puder emocionar.
Para você, neste Novo Ano, desejo que os amigos sejam cúmplices.
Que sua família esteja mais unida.
Que sua vida seja mais bem vivida.
Gostaria de lhe desejar tantas coisas!
Mas nada seria suficiente para repassar o que realmente desejo a você.
Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos.
Desejos grandes e que eles possam lhe mover a cada minuto, rumo à felicidade.
Carlos Drumond de Andrade
=================================
Que em 2011 possamos aproveitar as oportunidadades de fazer alguém sorrir, ajudar os necessitados, estender à mão ao nosso próximo e em todas as coisas render graças à Deus por todos os benefícios que nos têm feito. "Tudo que tem fôlego, louve ao Senhor!"
Feliz oportunidade, feliz ano novo!
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Ler devia ser proibido
O vídeo abaixo que deu origem ao site www.lerdeviaserproibido.com.br de autoria de Luciano Midlej, Filipe Bezerra e Marcos Diniz, baseado no texto de Guiomar de Grammon. Traz uma reflexão sobre o poder da leitura na mente do indivíduo. Não sou política e nem pretendo me debruçar sobre a temática, mas uma pergunta surge: por que será que as políticas para a leitura no Brasil são tão lentas? Uma matéria recente mostra que há mais investimento de internet nas escolas do que bibliotecas. [confira a matéria]
Assista ao vídeo, quase dois minutos, vale a pena. Divulgue e abrace essa ideia. De acordo com o linguísta Marcos Bagno "Ler é outro modo de ouvir", de ver o mundo, de visitar outros lugares e de aproximar pessoas. Vai além de decodificar os signos linguísticos, é interpretar além do que foi escrito, mas que está lá, nas entrelinhas, onde é possível o diálogo entre quem escreveu e quem está lendo.
Lembrei-me do Mito da Caverna do livro VII de A República de Platão, em que homens estavam presos em grilhões, vendo apenas um mundo reduzido nas trevas da caverna, mas que após serem libertos puderam perceber que não era o Mundo que era pequeno, mas as suas visões que eram limitadas. O sol inicialmente trouxe desconforto, mas logo se adaptaram e ampliaram seus horizontes de conhecimento.
Recomendo o filme BALZAC E A COSTUREIRINHA, de Dai Sijie (2002), interpretado por atores chineses. Conta a história de Luo e Ma, dois jovens, filhos de médicos, os quais eram tidos com inimigos do povo, por serem considerados reacionários burgueses na época em que a China era comandada por Mao Tsé-Tun.
Os jovens deveriam ser reeduacados de acordo com os padrões locais, e todos os livros haviam sido queimados.
Eles conheceram a linda costureirinha, por quem ambos se apaixonaram e começa uma emocionante amizade. Os garotos encontram livros de outro rapaz que estava na vila para ser reeducado e iniciam leituras, consideradas subversivas, de autores como Flaubert, Tolstói, Victor Hugo e Balzac.
O impacto de conhecer tais autores é grande na vida da garota pacata, que encontra na literatura sua redenção, sua fuga e o adeus à ignorância. Não poderei contar o final.
Assitam e comentem!
domingo, 26 de dezembro de 2010
Cem anos de solidão
Cem anos de solidão, de Gabriel Garcia Màrquez, tornou-se pra mim um clássico, e acredito que para muitos. Em sua narrativa inteligente, estigante e sua linealidade totalmente fragmentada, Marquez prende a atenção do leitor com a saga da família Buendía em torno da aldeia de Macondo. É preciso ser um leitor atento para perceber em que época cada história vai se desenrolando, visto que os nomes dos personargens vão se repetindo. A centenária e matriarca da família, Úrsula, acompanha todas as gerações.
A versão de 2009, traduzida pelo amigo da Marquèz, Eric Napomuceno, traz em suas primeiras páginas a árvore da família Buendía para facilitar a leitura acompanhando cada geração e seus descendentes.
O comentário de Sérgio Rodrigues, colunista da Revista Veja no Blog TodoPosa, irá confirmar, o que pra mim é um dos melhores livros da literatura latino-americana:
Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o Coronel Aureliano Buendía havia de recordar aquela tarde remota em que seu pai o levou para conhecer o gelo.
O começo de “Cem anos de solidão”, romance lançado em 1967 por Gabriel García Márquez (Record, tradução de Eliane Zagury), é um dos maiores clássicos do gênero, sobretudo na preferência do leitor comum. Presença obrigatória em listas de aberturas romanescas memoráveis, vale a pena examinar mais de perto o mecanismo que o torna tão eficaz: a superposição de tempos narrativos.
García Márquez demarca com brevidade impressionante dois momentos de ação, separados por “muitos anos”, e em cada um deles pendura um anzol que o leitor dificilmente deixará de morder. O primeiro traz uma isca política ou mundana: quais foram os motivos e o desfecho do tal fuzilamento? O segundo abre uma dimensão poética de formação, situando numa “tarde remota” a transmissão entre pai e filho de um saber sobre a natureza. Sem forçar barra nenhuma, pode-se imaginar até um terceiro anzol em que a isca é a curiosidade de saber como histórias tão díspares vão se combinar.
E tudo isso em duas linhas.
Além de enredar o leitor em mais de uma trama ao mesmo tempo, a abertura que superpõe tempos tem o mérito de fixar à vista de todos as estacas entre as quais vai se estender a corda da narrativa – que, ao contrário do que supõem muitos literatos, deve manter certa tensão até o fim para que o leitor equilibrista não despenque lá de cima e desista do livro.
O escritor colombiano, que nunca demonstrou dúvida sobre a necessidade básica de prender o leitor, gosta do truque.
Assinar:
Postagens (Atom)

















