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domingo, 12 de dezembro de 2010

O papel pode morrer; a leitura, não

Por Daniel Piza:

Nunca se produziram tantos livros no mundo. O maior sucesso recente da literatura mundial foi uma série de romances juvenis, Harry Potter, cujos volumes têm mais de 700 páginas cada um. O índice de leitura no Brasil aumenta ano a ano. O melhor livro de ficção nacional do último decênio, Dois Irmãos, de Milton Hatoum (2000), já soma cem mil exemplares vendidos; é um sucesso de crítica e público.

Feiras literárias como a de Paraty unem grandes autores em salas lotadas. Imprensa? As duas mais sofisticadas revistas de língua inglesa, The Economist e The New Yorker, que se caracterizam pelos textos extensos e análises críticas, hoje têm a maior circulação de sua história: mais de 1 milhão de exemplares cada uma. No Brasil, nunca se falou tanto em jornalismo literário, nome de uma coleção de livros (que teve títulos como A Sangue Frio, de Truman Capote, e Hiroshima, de John Hersey, na lista dos mais vendidos em não-ficção), e nunca se tentou praticá-lo tanto. Entre os estudantes, o jornalismo cultural passou a ser o mais procurado, em vez do político e do econômico.

Quem diz que textos em papel estão morrendo, portanto, está desdenhando fatos. Se há uma queda geral no nível cultural, se hoje vemos até pessoas das artes e das idéias com formação geral deficiente, não é por causa de alguma incompatibilidade fundamental entre o homem contemporâneo e a superfície impressa. O que há é uma perda do valor desse conceito, “formação”, num mundo tão bombardeado de informações e de tantas horas perdidas em trânsito, distração e consumismo. Pois quem deseja tomar contato com o que se escreveu de melhor no passado tem ampla oferta de produtos e eventos. Editoras como (
Best Seller, Record), Cosac Naify, Companhia das Letras, 34 e L&PM têm feito ótimo trabalho de reedições e novas traduções de clássicos, inclusive com vendas em bancas de jornal a menos de R$ 10 o exemplar. Assim como CDs, DVDs e os sites com vídeos e áudios, o acervo de textos antigos é hoje maior do que já foi em qualquer era anterior; temos Shakespeare a um clique no mundo todo.

Sim, a circulação de jornais tem caído nos últimos anos, sobretudo nos países ricos, como EUA, e boa parte disso pode ser atribuída à concorrência de outros meios de comunicação; a televisão, por sinal, está tão preocupada com a internet quanto a imprensa escrita. Para o sujeito que trabalha e tem família, há uma sensação de que está informado ao longo do dia: escuta rádio no caminho, fica diante do computador o dia inteiro, há TVs com canais de notícia 24h em todos os lugares, volta para casa e ainda consome mais jornalismo até pelo celular. Como não querer que nesse mundo pulverizado o jornal diário em papel não perca espaço? Isso, porém, não significa que ele não vá continuar a ser lido por uma minoria, ainda que em suporte digital (em aparelhos como o Kindle, que foi redesenhado justamente para baixar jornais), nem que a leitura de livros e revistas vá deixar de ser um hábito distintivo do Homo sapiens. Na convergência de mídias, nada elimina o que houve antes: apenas absorve e transforma – e, se a humanidade quiser, pode até ser para melhor.



quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Seca do Rio Amazonas


O rio Negro, um dos maiores afluentes do Rio Amazonas, pode ser visto na foto acima em seu menor nível desde 1902, 14 metros abaixo do esperado.
Cerca de 60mil pessoas nas proximidades de Manaus agora passam fome, já que o nível baixo do rio impediu boa parte da pesca e do transporte fluvial. Milhões de peixes mortos também contaminaram as águas que, em alguns trechos do rio, não podem ser consumidas.
A seca é causada pelo El Niño e, normalmente, ocorre apenas uma vez no século. Mas a seca desse ano se iniciou apenas cinco anos depois da última grande seca do Amazonas. O fenômeno se encaixa perfeitamente na previsão de efeitos do aquecimento global.
As secas podem, até mesmo, contribuir para as emissões de gases que contribuem para o efeito estufa. Na Amazônia, normalmente são absorvidas toneladas de gás carbônico. O problema é que, com a decomposição de árvores e de animais que morrem por causa da seca, ela passa a emitir mais gás do que absorver.
Por exemplo, a seca de 2005 emitiu mais gases do que o Japão e a Europa juntos.
Como você verá nas fotos seguintes, com barcos encalhados muitas comunidades estão dependendo de auxílio exterior para sobreviver.

Fonte: Hype Science





Nota: No Gênesis, Deus criou o Eden na mais perfeita harmonia e “viu Deus que isso era bom”. O mundo vem decaindo a cada tempo que passa, a bíblia diz que “A terra está contaminada por causa dos seus moradores; desobedecem às leis, mudaram os estatutos, e quebraram a aliança eterna”. Isaías 24:5
O homem vem anos após anos explorando e maltratando a natureza e agora a natureza chora e muitas catástrofes, secas e enchentes assolam-na. Não há como consertar o que fizemos com a Criação, o que nos resta é mudarmos de atitude para que, daqui pra frente, amenizarmos tais efeitos. Uma coisa é certa e irrefutável, nossa única esperança é nos apegarmos ao Criador, pois: “Seca-se a erva, e caem as flores, mas a palavra do nosso Deus subsiste eternamente”. Isaías 40:8