terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Identidade de Mona Lisa

Italiano diz que 'B' e 'S e iniciais 'CE' estão registradas no olho esquerdo. Mistério já foi objeto de teorias na ficção, como em 'O Código Da Vinci'.

As teorias mais comuns são as de que La Gioconda seria a mãe de Leonardo ou a mulher de um mercador de Florença (Foto: Wiki commons)

A Mona Lisa de Leonardo da Vinci guarda em sua pupila esquerda a chave da identidade da modelo em que o pintor se inspirou, segundo o investigador italiano Silvano Vinceti, cujas teorias são divulgas nesta segunda-feira (13) pelo jornal "The Guardian".

De acordo com Vinceti, que é presidente da comissão nacional de patrimônio cultural em seu país, o gênio renascentista, amante dos códigos, pintou uma série de letras pequenas nas duas pupilas de Mona Lisa.

"Invisíveis ao olho humano e pintadas em preto sobre verde e marrom, estão as letras LV em sua pupila direita, obviamente as iniciais de Leonardo, mas o mais interessante está em sua pupila esquerda", afirma o investigador, em declarações recolhidas pelo jornal.

Vinceti sustenta que no olho aparecem as letras "B" e "S", além de, possivelmente, as iniciais "CE", o que considera de vital importância para averiguar a identidade da modelo.

A modelo foi identificada frequentemente como Lisa Gherardini, a esposa de um mercador florentino, mas o investigador italiano não está de acordo, já que mantém que a Mona Lisa foi pintada em Milão.

"Atrás do quadro aparecem os números 149, com um quarto número médio apagado, o que sugere que Da Vinci o pintou quando estava em Milão na década de 1490, usando como modelo uma mulher da corte de Ludovico Sforza, o duque de Milão", declara ao jornal.

"Leonardo gostava de utilizar símbolos e códigos para transmitir mensagens, e queria que descobríssemos a identidade da modelo através de seus olhos", prossegue o italiano, que deve detalhar suas conclusões no próximo mês.

O mistério da Mona Lisa já foi objeto de teorias também na ficção, como no caso do romance "O Código Da Vinci", na qual o autor, Dan Brown, sugere que o nome é um anagrama para Amon l'Isa, em referência a antigas divindades egípcias.


Fonte: G1

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Em busca de um inventário linguístico



Governo quer identificar, mapear e caracterizar todas as 210 línguas faladas no Brasil

O Diário Oficial desta sexta-feira (10) publicou o Decreto 7387, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que institui o Inventário Nacional da Diversidade Linguística (INDL), um meio de identificação, documentação, reconhecimento e valorização das línguas formadores da sociedade brasileira. Seu objetivo é mapear, caracterizar, diagnosticar e dar visibilidade às diferentes situações relacionadas à pluralidade linguística brasileira, de modo a permitir que as línguas sejam objeto de políticas patrimoniais que colaborem para sua continuidade e valorização.

No Brasil de hoje são faladas cerca de 210 línguas. Segundo estimativas existentes, os grupos indígenas falam cerca de 180 línguas e as comunidades de descendentes de imigrantes, outras 30. Além disso, usam-se, pelo menos, duas línguas de sinais de comunidades surdas, línguas crioulas e práticas linguísticas diferenciadas nas comunidades remanescentes de quilombos, muitas já reconhecidas pelo Estado, e em outras comunidades afrobrasileiras. Há também uma ampla riqueza de usos, práticas e variedades no âmbito da própria língua portuguesa falada no Brasil.


Esta nova política de reconhecimento e salvaguarda das línguas faladas no Brasil é resultado das atividades desenvolvidas pelo Grupo de Trabalho da Diversidade Linguística (GTDL), constituído em 2006. Fazem parte dele os representantes dos ministérios envolvidos e da sociedade civil, que formaram o Instituto de Desenvolvimento em Política Linguística (Ipol), da comunidade acadêmica, representada pela Universidade de Brasília (UnB) e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

A gestão desse instrumento será liderada pelo Ministério da Cultura (MinC), por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), e compartilhada pelos ministérios da Educação, Justiça, Ciência e Tecnologia e Planejamento, Orçamento e Gestão.

Metodologia

Para sua efetiva implantação, foram realizados projetos-piloto com línguas de categorias ou situações sociolinguísticas diferentes, com o objetivo de permitir uma melhor previsão de custos, prazos e metodologias adequadas. Esses projetos, que estão em fase de conclusão, foram selecionados por meio de editais do Conselho Federal Gestor do Fundo de Defesa de Direitos Difusos (CFDD), no âmbito do Ministério da Justiça, e do Programa Nacional do Patrimônio Imaterial (PNPI), no âmbito do MinC/Iphan.

As línguas inventariadas receberão o título de “Referência Cultural Brasileira”, a ser expedido pelo Ministro da Cultura, e, com isso, farão jus a ações de valorização e promoção por parte do poder público.

Além da institucionalização do INDL, outra grande conquista foi alcançada, com a inclusão do quesito “língua falada” no Censo Demográfico 2010. Este quesito, que abarca apenas as pessoas que se declaram indígenas representa um progresso significativo. Em conjunto, esses instrumentos são resultado dos esforços de implementação de uma política bem fundamentada e articulada com todos os Ministérios e setores da sociedade que compõem o GTDL.

Projetos-piloto

1. Levantamento Sócio-linguístico e Documentação da Língua e das Tradições Culturais das Comunidades Indígenas Nahukwa e Matipu do Alto-Xingu.
2. Inventário da Língua Guarani-Mbyá.
3. Inventário da Língua Ayuru.
4. A Língua Asuriní do Tocantins: projeto-piloto para a metodologia geral do INDL.
5. A Libras no Nordeste: um levantamento linguístico das variantes usadas nas comunidades de surdos de João Pessoa-PB e Recife-PE.
6. Para um Inventário da Língua Juruna.
7. Inventário da Diversidade Cultural da Imigração Italiana: o talian e a culinária.
8. Levantamento Etnolinguístico de Comunidades Afro-brasileiras: Minas Gerais e Pará.

Fonte de informação: PublishNews


Indicação de leitura:

PRECONCEITO LINGUISTICO

O Que E, Como Se Faz

Autor: BAGNO, MARCOS
Editora: LOYOLA
Assunto: LINGUÍSTICA
Brochura
51ª Edição – 2009
186 páginas


Marcos Bagno, através do seu discurso, expressa uma defesa à inclusão social através da valorização, respeito e reconhecimento da diversidade linguística na cultural brasileira. Este é um manual para todos que desejam entender às discussões e estudos proposto pela sociolingüística. Através de uma linguagem simples, exemplos práticos e reais, você irá entender como se caracteriza o “preconceito linguístico, o que é e como se faz”. (Anna Lídia Leal)


domingo, 12 de dezembro de 2010

Revista inTolerância é lançada

Informação linkado de: Na Trilha Certa

Agência FAPESP – O Laboratório de Estudos sobre Intolerância (LEI), da Universidade de São Paulo (USP), lançou o primeiro número da revista inTolerância. Abrigada no Portal Rumo à Tolerância, www.rumoatolerancia.fflch.usp.br/node/2683, a revista será semestral e trará um dossiê temático a cada edição.

Segundo os editores, a revista abre espaço para artigos, resenhas, entrevistas e documentos históricos com a perspectiva de enriquecer o debate sobre a tolerância e intolerância na área das humanidades, nas artes e na cultura.
Periódico on-line do Laboratório de Estudos sobre Intolerância da USP, traz dossiê sobre tolerância e direitos humanos, artigos e resenhas

Na primeira edição, a revista traz o dossiê Tolerância e Direitos Humanos: Diversidade e Paz com textos que versam sobre Iluminismo, democracia, globalização, entre outros assuntos.

Além de resenhas e uma entrevista, o veículo traz uma análise do documento Convention on the Prevention and Punishment of the Crime of Genocide, assinado pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1948. O texto é comentado por Samuel Feldberg, professor de Relações Internacionais das Faculdades Integradas Rio Branco.

Entre os membros do conselho consultivo da revista estão Celso Lafer, presidente da FAPESP, Dalmo de Abreu Dallari, professor emérito da Faculdade de Direito da USP, e Sérgio Paulo Rouanet, filósofo e membro da Academia Brasileira de Letras.

A USP anunciou, em setembro, o projeto do Museu da Tolerância, que será construído na Cidade Universitária na capital paulista. O museu estará vinculado ao Laboratório de Estudos sobre Intolerância e seguirá um conceito diferente dos museus tradicionais.

Será o primeiro do gênero na América Latina voltado também para a educação lato sensu. A previsão é que no prazo de um ano as obras sejam iniciadas.

Mais informações sobre a revista: www.rumoatolerancia.fflch.usp.br/node/2683

O papel pode morrer; a leitura, não

Por Daniel Piza:

Nunca se produziram tantos livros no mundo. O maior sucesso recente da literatura mundial foi uma série de romances juvenis, Harry Potter, cujos volumes têm mais de 700 páginas cada um. O índice de leitura no Brasil aumenta ano a ano. O melhor livro de ficção nacional do último decênio, Dois Irmãos, de Milton Hatoum (2000), já soma cem mil exemplares vendidos; é um sucesso de crítica e público.

Feiras literárias como a de Paraty unem grandes autores em salas lotadas. Imprensa? As duas mais sofisticadas revistas de língua inglesa, The Economist e The New Yorker, que se caracterizam pelos textos extensos e análises críticas, hoje têm a maior circulação de sua história: mais de 1 milhão de exemplares cada uma. No Brasil, nunca se falou tanto em jornalismo literário, nome de uma coleção de livros (que teve títulos como A Sangue Frio, de Truman Capote, e Hiroshima, de John Hersey, na lista dos mais vendidos em não-ficção), e nunca se tentou praticá-lo tanto. Entre os estudantes, o jornalismo cultural passou a ser o mais procurado, em vez do político e do econômico.

Quem diz que textos em papel estão morrendo, portanto, está desdenhando fatos. Se há uma queda geral no nível cultural, se hoje vemos até pessoas das artes e das idéias com formação geral deficiente, não é por causa de alguma incompatibilidade fundamental entre o homem contemporâneo e a superfície impressa. O que há é uma perda do valor desse conceito, “formação”, num mundo tão bombardeado de informações e de tantas horas perdidas em trânsito, distração e consumismo. Pois quem deseja tomar contato com o que se escreveu de melhor no passado tem ampla oferta de produtos e eventos. Editoras como (
Best Seller, Record), Cosac Naify, Companhia das Letras, 34 e L&PM têm feito ótimo trabalho de reedições e novas traduções de clássicos, inclusive com vendas em bancas de jornal a menos de R$ 10 o exemplar. Assim como CDs, DVDs e os sites com vídeos e áudios, o acervo de textos antigos é hoje maior do que já foi em qualquer era anterior; temos Shakespeare a um clique no mundo todo.

Sim, a circulação de jornais tem caído nos últimos anos, sobretudo nos países ricos, como EUA, e boa parte disso pode ser atribuída à concorrência de outros meios de comunicação; a televisão, por sinal, está tão preocupada com a internet quanto a imprensa escrita. Para o sujeito que trabalha e tem família, há uma sensação de que está informado ao longo do dia: escuta rádio no caminho, fica diante do computador o dia inteiro, há TVs com canais de notícia 24h em todos os lugares, volta para casa e ainda consome mais jornalismo até pelo celular. Como não querer que nesse mundo pulverizado o jornal diário em papel não perca espaço? Isso, porém, não significa que ele não vá continuar a ser lido por uma minoria, ainda que em suporte digital (em aparelhos como o Kindle, que foi redesenhado justamente para baixar jornais), nem que a leitura de livros e revistas vá deixar de ser um hábito distintivo do Homo sapiens. Na convergência de mídias, nada elimina o que houve antes: apenas absorve e transforma – e, se a humanidade quiser, pode até ser para melhor.



sábado, 11 de dezembro de 2010

O ganancioso e o invejoso

Um homem ganancioso e outro invejoso encontraram um rei.

O rei lhes disse:
“Um de vocês pode me pedir alguma coisa e eu lhe darei, desde que possa dar o dobro ao outro”.

O invejoso não quis se o primeiro porque ficou com inveja do companheiro que receberia o dobro, e o ganancioso também não quis porque desejava tudo para ele. Finalmente, o ganancioso pressionou o invejoso para fazer o pedido. Aí o invejoso pediu ao rei para lhe furar um dos olhos.


A inveja não leva a nada.
A ganância muito menos.
 Fonte: Neste Instante





Geazi: errando o alvo

Fonte: Lição 12 da Escola Sabatina - sábado a tarde:



VERSO PARA MEMORIZAR: “Sigam somente o Senhor, o seu Deus, e temam a Ele somente. Cumpram os Seus mandamentos e obedeçam-Lhe; sirvam-nO e apeguem-se a Ele” (Deuteronômio 13:4).

Leituras da semana: Gn 39:4-6; 2Rs 4; 5; 8:1–6; Jr 9:23, 24; Jo 13:1-17; 1Tm 6:10
Geazi era um servo. Não um servo qualquer, mas servo de um dos maiores profetas da história de Israel: Eliseu. Ele tinha sido chamado pelo Senhor para auxiliar o profeta Elias, preparando-se para seu próprio ministério profético (1Rs 19:16). Por muitos anos, Eliseu serviu a Elias e ouviu, observou e, assim, entendeu o que significa ser um profeta. Quando Elias foi levado ao Céu em um redemoinho de fogo (2Rs 2:11), chegou o tempo de Eliseu. Seu ministério não foi tão ardente e fascinante quanto o de Elias, mas ele mostrou uma influência de longo alcance.

Desse modo, Geazi teve a maravilhosa oportunidade de estar associado intimamente a alguém tão abençoado por Deus como Eliseu. É difícil imaginar tudo o que ele poderia ter aprendido e visto nos anos em que trabalhou com o profeta.

Mas, como veremos nesta semana, apesar de tanto potencial e das grandes oportunidades, Geazi se tornou um infeliz fracassado. Sua história serve como exemplo de alguém que é desviado e se torna impossibilitado de fazer a diferença entre o importante e o periférico. Como é importante aprender de seus erros!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Neste ou nesse?

Liberte-se da dúvida!
“Faça uma lista das pessoas legais que conheceu nesse ano.”

A frase fazia parte de uma relação de conselhos destinada especialmente àqueles que ficam deprimidos com o término de mais um ano. A ideia é que as pessoas façam um balanço positivo de suas conquistas, evitando sobrevalorizar as frustrações.

Muito bem.  Ao recomendar ao leitor que fizesse uma “lista das pessoas legais que conheceu nesse ano”, o redator certamente se referia ao ano que ainda não acabou, portanto ao ano em que estamos. Nesse caso, o pronome em questão deveria ser o demonstrativo “este”, que, precedido da preposição “em”, resultaria na forma “neste”.

O demonstrativo “este” aplica-se normalmente àquilo que está próximo de quem fala, daí poder ser associado ao advérbio de lugar “aqui” (“este aqui”, não “esse aqui”).

A ideia de proximidade estende-se aos indicadores de tempo. Assim, pela manhã, ao acordar, alguém pode dizer “Nesta noite, tive um pesadelo” e, no fim do dia, poderá dizer “Nesta noite, haverá um jantar de confraternização”. À noite, durante o jantar, alguém poderá dizer “Esta noite está absolutamente fantástica!”.

Igualmente usamos “este dia” para “hoje”, “esta semana” para a semana em que estamos, “este mês” para o mês em que estamos, “este ano” para o ano em que estamos.

“Este” ou “neste”? Essa questão é ainda mais simples: “neste” é a contração da preposição “em” com o pronome “este”. Caso o pronome esteja empregado em função adverbial, a preposição será necessária. Por exemplo: “O prêmio será entregue (quando?) neste ano”, “A inauguração ocorrerá (quando?) ainda nesta semana”.

Na posição de sujeito da oração, o pronome não é preposicionado. Assim: “Este ano foi maravilhoso”, “Esta noite deixará recordações”.

Veja, abaixo, o texto corrigido:

 “Faça uma lista das pessoas legais que conheceu neste ano.”

Fonte: Uol Educação
 

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

12 livros para a formação pessoal do gestor escolar

A Revista Nova Escola desta semana dá uma lista de sugestão de leitura com  12 títulos que contribuirá para a formação pessoal e profissional do gestor escolar e também para a qualificação do professor.

São livros que tratam da nossa história, das desigualdes sociais, econômicas etc. Atentar para nossas raízes, costumes, valores que formam nossa plural identidade nacional, é, sobretudo, indispensável para lidarmos com a diversidade que nos deparamos a cada dia.

1. Raízes do Brasil: Fundador da moderna História do Brasil, esse livro de Sérgio Buarque de Holanda aborda aspectos da vida social, política e econômica para explicar as origens da identidade brasileira. Fundamental para entender traços da personalidade nacional como a dificuldade que temos de separar o espaço público do privado, habilidade imprescindível para o gestor escolar.
2. Casa Grande & Senzala: Mesmo após setenta anos da sua publicação esse texto histórico com linguagem literária do sociólogo Gilberto Freyre permanece um clássico da historiografia brasileira. Abordando os antagonismos de classe que estão na fundação das desigualdades da nossa sociedade, o autor ajuda a entender os conflitos que ainda hoje se reproduzem nas escolas brasileiras.

3. Formação Econômica do Brasil: Mistura de relato histórico com análise econômica, o livro de Celso Furtado abrange desde a ocupação do território brasileiro no período colonial - passando pelos ciclos da madeira, do ouro, do açúcar, da pecuária e do café - até a industrialização, já no século XX. São 500 anos da vida econômica brasileira vistos sob um olhar humano que aborda também a evolução da força do trabalho, da escravidão ao assalariado, e desnuda o desafios que ainda hoje persistem.

4. O que faz o Brasil, Brasil?: Ao analisar os grandes acontecimentos da vida cultural brasileira como o Carnaval, as festas religiosas, o futebol e a política, Roberto DaMatta tenta responder a pergunta que dá título a esse clássico. As descobertas são variadas como o já popularmente consagrado "jeitinho brasileiro", cientificamente explicado por DaMatta.
5. História Concisa do Brasil: O livro de Boris Fausto é, talvez, um dos mais bem sucedidos para o desafio que se propõe: resumir toda a história do país em uma única obra. Com linguagem acessível, é um excelente título de entrada para os estudos.
6. O Povo Brasileiro: Entender os motivos do fracasso do projeto social brasileiro, que gerou uma estrutura profundamente desigual em um país repleto de riquezas naturais e culturais é a proposta desse livro do sociólogo e educador Darcy Ribeiro.

7. Vigiar e Punir: O filósofo e sociólogo francês Michel Foucault estuda nessa obra a evolução da legislação penal e dos métodos de punição desenvolvidos pela humanidade ao longo da história. Essencial para compreender as origens de mecanismos punitivos ainda hoje presentes nos sistemas educacionais.
8. Ética a Nicômaco: Os ensaios do filósofo grego Aristóteles debatem a própria origem do conceito de ética e seu entrelaçamento com a vida humana no cotidiano. Dedicada ao seu filho, Nicômaco, a obra tem imenso valor pedagógico para o gestor que pretende ter um relacionamento melhor com seus pares e alunos.
9. A Era dos Extremos - O Breve Século XX: O veterano historiador Eric Hobsbawn conta nesse livro a história do século mais conturbado da humanidade, misturando fatos históricos ao seu próprio depoimento de testemunha ocular. A obra é fundamental para entender as origens dos conflitos e avanços que nos conduziram até o século XXI.
10. Desenvolvimento como liberdade: O livro do economista indiano Amartya Sen, vencedor do Nobel em 1999, promove uma verdadeira revolução no conceito de liberdade e coloca em cheque o desenvolvimento econômico que não gera acesso à Educação, Saúde e outros direitos básicos do homem.
11. Uma História da Leitura: Contando a história da paixão pela leitura ao longo da história, o ensaísta italiano Alberto Manguel dá pistas de como estimular esse saudabilíssimo hábito nas crianças.
12. O Valor de Educar: Aposentando por um momento o debate sobre drogas, a violência e a intolerância que assolam as escolas, Fernando Savater retoma nesse livro os valores essenciais que estão por traz da tarefa de educar.






Reflexão:


Conselhos Sobre Educação - Ellen G. White
  "Ensinar quer dizer muito mais do que muitos supõem. Requer grande habilidade o fazer a verdade compreendida. Por isto todo professor se deve esforçar para possuir crescente conhecimento da verdade espiritual, mas não o pode obter enquanto se divorcie da Palavra de Deus. Caso ele queira ter suas faculdades e aptidões em diário progresso, precisa estudar; cumpre-lhe comer e digerir a Palavra, e trabalhar à maneira de Cristo. A alma nutrida pelo pão da vida, terá toda faculdade revigorada pelo Espírito de Deus. Esta é a comida que permanece para a vida eterna".

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Seca do Rio Amazonas


O rio Negro, um dos maiores afluentes do Rio Amazonas, pode ser visto na foto acima em seu menor nível desde 1902, 14 metros abaixo do esperado.
Cerca de 60mil pessoas nas proximidades de Manaus agora passam fome, já que o nível baixo do rio impediu boa parte da pesca e do transporte fluvial. Milhões de peixes mortos também contaminaram as águas que, em alguns trechos do rio, não podem ser consumidas.
A seca é causada pelo El Niño e, normalmente, ocorre apenas uma vez no século. Mas a seca desse ano se iniciou apenas cinco anos depois da última grande seca do Amazonas. O fenômeno se encaixa perfeitamente na previsão de efeitos do aquecimento global.
As secas podem, até mesmo, contribuir para as emissões de gases que contribuem para o efeito estufa. Na Amazônia, normalmente são absorvidas toneladas de gás carbônico. O problema é que, com a decomposição de árvores e de animais que morrem por causa da seca, ela passa a emitir mais gás do que absorver.
Por exemplo, a seca de 2005 emitiu mais gases do que o Japão e a Europa juntos.
Como você verá nas fotos seguintes, com barcos encalhados muitas comunidades estão dependendo de auxílio exterior para sobreviver.

Fonte: Hype Science





Nota: No Gênesis, Deus criou o Eden na mais perfeita harmonia e “viu Deus que isso era bom”. O mundo vem decaindo a cada tempo que passa, a bíblia diz que “A terra está contaminada por causa dos seus moradores; desobedecem às leis, mudaram os estatutos, e quebraram a aliança eterna”. Isaías 24:5
O homem vem anos após anos explorando e maltratando a natureza e agora a natureza chora e muitas catástrofes, secas e enchentes assolam-na. Não há como consertar o que fizemos com a Criação, o que nos resta é mudarmos de atitude para que, daqui pra frente, amenizarmos tais efeitos. Uma coisa é certa e irrefutável, nossa única esperança é nos apegarmos ao Criador, pois: “Seca-se a erva, e caem as flores, mas a palavra do nosso Deus subsiste eternamente”. Isaías 40:8

V Colóquio - Empirismo, Fenomenologia e Gramática - UFBA

De 14 a 17 de dezembro, o Grupo de Estudos e Pesquisa Empirismo, Fenomenologia e Gramática (FFCH-UFBA) realiza seu V Colóquio, tendo por convidados Abel Lassalle Casanave, André Leclerc, Arley Ramos Moreno, Cristiane Gottschalk, José Carlos Estevão e Marcus do Rio Teixeira.



terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Google Lança Livraria Digital


O Google lançou nesta segunda-feira (6) o “Google eBooks”, a maior livraria digital da internet, segundo a empresa, com mais de três milhões de títulos disponíveis.
Com o novo serviço, a companhia espera competir com a Amazon, fabricante do leitor digital Kindle, que domina o mercado de livros eletrônicos, avaliado em US$ 1 bilhão.
Com três meses de atraso, o projeto foi lançado nos Estados Unidos com um nome diferente do que era esperado – "Google Editions".
“Acreditamos que essa será a maior biblioteca de livros eletrônicos do mundo”, disse o porta-voz da empresa Jeannie Hornung. “Incluindo os livros gratuitos, tem mais de três milhões de títulos disponíveis no novo serviço”.
Os usuários poderão comprar os livros pelo site e ler os títulos em vários aparelhos, como tablets, computadores, smartphones e em alguns leitores eletrônicos. Outra vantagem do novo serviço é a possibilidade de armazenar os títulos comprados na conta do Google.

Fonte: G1


Indicação de Leitura:

Nao Contem Com O Fim Do Livro
Autor: Eco, Umberto
Autor: Carriere, Jean-Claude
Tradutor: Telles, Andre
Editora:
Record
Assunto: Literatura Estrangeira - Teoria E Crítica Literária
ISBN-13:   
Livro em português
Brochura
 - 21 x 14 cm 1ª Edição - 2010
272 páginas

Do Papiro ao arquivo eletrônico, os autores apresentam uma discussão sobre a história e o futuro dos livros. Ao percorrerem cinco mil anos de existência dos impressos, eles defendem a imortalidade do objeto como o conhecemos, apesar dos e-readers e da internet.

"(...) o e-book não matará o livro - como Gutenberg e sua genual invenção não suprimiram de um dia para o outro o uso dos códices, nem este, o comércio dos rolos de papiros ou volumina.
Os usos e costumes coexistem e nada apetece mais do que alargar o leque dos possíveis. A fotografia matou o quadro? A televisão, o cinema? Boas0vidas então às prancetas e periféricos de leitura que nos dão acesso, através de uma única tela, à biblioteca universal doravante digitalizada." (Capa)

Esse e outros livros você poderá encontrar na nova Livraria Cultura de Salvador, inaugurada no dia 17/11, a mesma conta com uma equipe qualificada, espaço amplo e acochegante, além do Teatro Eva Herz.

LIVRARIA CULTURA - SHOPPING SALVADOR
Av. Tancredo Neves, 2915
41820-910 - Caminho das Árvores - Salvador - BA

Horário de Funcionamento:
Segunda a Sábado - 09h às 22h
Domingos e feriados - 12h às 21h

Tel.: (71) 3505-9050 

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Maior Poeta da História

Deus é o maior artista da História, a Bíblia é seu portifólio, e a natureza sua obra de arte. O salmista Davi percebeu logo isso e declamou numa linda poesia no salmo 91. "Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos. Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite. Não há linguagem nem fala onde não se ouça a sua voz.". Salmos 19:1-3

A letra da canção "Te vejo poeta" de João Alexandre e Guilherme Kerr Neto, expressa e reconhece Deus como o maior poeta da história, pois tudo que realizou, desde a Criação até o plano da redençao com a morte de Cristo na Cruz do Calvário, Deus foi maravilhosamente poético.


Te vejo poeta

Te vejo Poeta quando nasce o dia
E no fim do dia, quando a noite vem
Te vejo Poeta na flor escondida
No vento que instiga mais um temporal
Te vejo Poeta no andar das pessoas
Nessas coisas boas que a vida me dá
Te vejo Poeta na velha amizade
Na imensa saudade que trago de lá
Contudo um poema, Tua obra de arte
Destaca-se à parte numa cruz vulgar
Custando o suplício do Teu Filho amado
Mais alta expressão do ato de amar

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Crer é também pensar

Indico a leitura do livro Crer é também pensar (ABU Editora, 2001) de John Stott. Um dos maiores autores cristãos de nossa contemporaneidade, levanta questões acerca da importância da mente na vida cristã.

No primeiro capítulo- Cristianismo de mente vazia, Stott vindica o conhecimento para realização da obra de Deus e o caminhar da vida cristã baseado na fé e na razão. E adverte para que o zelo caminhe lado a lado com a conhecimento.

O rei Salomão poderia pedir inúmeras coisas ao Senhor, mas apenas uma bastou: sabedoria. E Deus contemplou o rei com sabedoria e entendimento dizendo: “dar-te-ei um coração tão sábio e entendido, que antes de ti igual não houve, e depois de ti igual não se levantará”. I Reis 3:12

No meio laico, busca-se o intelectualismo, um pragmatismo desmedido, esquecendo-se do essencial: a escolha de andar com Deus e, assim como fez Salomão, pedir a Deus sabedoria.

Ser cristão não implica em se desligar do conhecimento e deixar que o espírito de anti-intelectualimo nos torne pessoas fanáticas e extremistas. Temos que validar o que acreditamos, buscando respaldado para nossa fé através da investigação da verdade. Stott cita o Dr. John Mackay: “A entrega sem reflexão é fanatismo em ação, mas a reflexão sem entrega é a paralisia de toda ação”.

Portanto, devemos escolher sermos cristãos equilibrados, zelosos sim, mas sem esquecermos o conhecimento. “Quanto melhor é adquirir a sabedoria do que o ouro, e mais excelente adquirir a prudência do que a prata!” Provérbios 16:16

“A Fé (em Cristo) é racional, se não ela não é fé, é fideísmo (julga a razão incapaz de provar)”. Rodrigo Silva, arqueólogo Adventista, em entrevista ao Programa Jô Soares no dia 29/11/2010.

Portanto, nossa fé tem bases sólidas, é sábio atentarmos para esta questão!

“Deus deu a Salomão sabedoria, e muitíssimo entendimento, e larga inteligência como a areia que está na praia do mar”. I Reis 4:29

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

A palavra mágica


Certa palavra dorme na sombra
de um livro raro.

Como desencantá-la?
É a senha da vida
a senha do mundo.

Vou procurá-la.
Vou procurá-la a vida inteira
no mundo todo.

Se tarda o encontro, se não a encontro,
não desanimo,
procuro sempre.

Procuro sempre, e minha procura
ficará sendo
minha palavra.


Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Coerência e Coesão - Sentido e Estrutura

Sejamos práticos. Todos que lidam com textos, seja criando, revisando, lendo etc., já se depararam com estas duas palavrinhas: coerência e coesão. A gente entende que elas têm que ver com a inteligibilidade do texto (falado ou escrito), mas entender mesmo o que cada uma é e, principalmente, a diferença entre uma e outra já é outro caso. Digo baseada em minha própria história. Em meus tempos de escola sempre ouvia falar em coerência e coesão, por sinal, termos usados sempre juntos. E isso se tornou ainda mais relevante na preparação para o vestibular, quando a produção textual se tornou imprescindível em minha vida estudantil. Mas nunca entendia realmente o que significavam. Só sabia que meu texto, no final das contas, devia ser objetivo, fácil de entender, com uma sequencia lógica. Na verdade, cá entre nós, não é preciso entender toda a sistemática da língua, e me refiro especialmente à gramática e suas trocentas regrinhas, pra se saber manusear bem a língua. É como a velha analogia com a bicicleta. Ninguém precisa saber como se chama cada peça da bicicleta e como elas se conectam e funcionam pra se saber andar de bicicleta. Só é preciso andar e praticar. Mas, talvez como eu, muitos ainda tenham vontade de entender melhor essas noções. Então, vamos tentar ajudar um pouco.

A língua possui duas faces básicas: estrutura e sentido. Essas faces estão interligadas como numa moeda. Para que a moeda seja moeda, é preciso que essas duas faces existam. O mesmo ocorre na língua, ou, falando de maneira mais direta, no texto.

A estrutura diz respeito ao esqueleto da língua. Seus "ossos" e ligações. É algo mais interno. Já o sentido está relacionado ao nosso conhecimento de mundo, sendo portanto mais externo. Bem, a coesão é a estrutura; a coerência, o sentido. Continui lendo... (por Danivia Mattozo)


Dica de leitura:

LUTAR COM PALAVRAS, Irandé Antunes

A intenção deste livro é fixar algumas noções básicas acerca da propriedade textual da coesão e de sua relação com a coerência, com o objetivo de desenvolver nossa competência para falar, ouvir, ler e escrever textos, com mais relevância, consistência e adequação. Isso contribuirá para que todo leitor compreenda o que fazer para deixar o seu texto articulado, encadeado, coeso e coerente.


Boa Leitura!

Guerra contra o tráfico no Rio de Janeiro

Tropa de Elite não é ficção?!

Semana passada iniciou-se uma guerra no Rio de Janeiro. Os traficantes do “Complexo do Alemão”, composta por 12 favelas, foram pressionados pelos policiais civis, militares e os policiais da elite do Batalhão de Operações Especiais (Bope). Quase 50 pessoas, que se tem notícia, morreram neste confronto e muitos civis foram feridos.

Resultado do esforço da secretaria de Segurança Pública de trazer paz para a Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016. O retorno dos traficantes, foi roubar lojas e atacar as delegacias. As autoridades afirmam que a tropa de segurança permanecerá no Complexo, pelo menos 7 meses para manter a pacificação do local e o fim do narcotráfico.

Somente ontem, os colégios da região retornaram às aulas, porém as crianças eram escoltas por policiais em tanques de guerra, para manter sua segurança. Ao poucos, as pessoas retornam às suas rotinas.



A fim de evitar que os fugitivos do confronto no Rio de Janeiro, entrem na Bahia, um efetivo de mais de 100 homens das polícias Militar e Rodoviária com o apoio as Forças Armadas, realizam a operação “Fecha Porteira”, bloqueando as duas principais rodovias, BR-101 e BR-116.

Desde antiguidade até à nossa contemporaneidade, já foram noticiadas diversas guerras no mundo. Do século XX e XIX, dentre outras, podemos citar: Primeira Guerra Mundial (1914-1918), Guerra Japão-China (1931-1933), Segunda Guerra Mundial (1939-1945), Guerra do Vietnã (1965-1975), Guerra das Malvinas (1982), Guerra do Golfo (1990-1991), Guerra do Iraque (2003).

O que estamos contemplando no Rio de Janeiro é uma guerra local, está sendo noticiada por todo o mundo, e estamos todos em estado de alerta. Todas essas coisas, porém, são sinais do tempo do fim. Jesus advertiu: “Ouvireis de guerras e rumores de guerras, mas cuidado para não vos alarmardes. Tais coisas devem acontecer, mas ainda não é o fim”. Mateus 24:6

Entretanto, é tempo de preparação, buscar “enquanto se pode achar” a face do Senhor e atender ao “Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura”. (Marcos 16:15) Deus nos escolheu para apressar a sua vinda gloriosa nas nuvens do Céu, “E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações. Então virá o fim”.

“As nações estão agitadas. Tempos de perplexidade se acham diante de nós. O coração dos homens está desmaiando de terror das coisas que sobrevirão ao mundo. Mas os que crêem em Deus ouvirão Sua voz em meio à tormenta, dizendo: ‘Sou Eu. Não temais’.”
(Ellen G White - Eventos Finais p. 19